20121223

Amor romântico e o segredo da vida.

Por que novelas devem falar de amor romântico, nas paradas de sucesso estão músicas do mesmo tema?  Entra ano e sai ano o romantismo está ai, quando ouvimos uma música internacional e mesmo que não entendemos o idioma, sabemos que fala do “amor romântico”. Mas estas mesmas pessoas falam de decepções, traições, por que tudo não sai como num conto de fadas, tipo: “felizes para sempre”?

O amor romântico está ai, porque, apesar de tudo o homem ainda tem dentro de si a busca pelo que é correto: felicidade, fidelidade, companheirismo, unidade, respeito, eterno... O homem sabe das suas necessidades, mesmo defendendo e vivendo valores contrários do que procura, e ele - o amor romântico - consegue fantasiar o que procuramos.

Lembro-me das palavras da samaritana: “Eu não tenho marido”, como ela muitas mulheres hoje diria a mesma coisa e muitos homens dizem que não tem esposas. Quantos encontros e desilusões em busca de amor que não é achado, em busca de alguém “perfeito”, alguém que lhe faça feliz. Em meio à falsidade, superficialidades e traições às desilusões trazem traumas e um pensamento fatídico da realidade:
-Homem é tudo igual.
-As mulheres estão piores do que os homens.
-Homem é tudo safado.

Numa escolha autônoma, o amor romântico sacia a sede do homem daquilo que é sua essência, mas não dá respostas corretas para sua realização. Com isso resta uma vida sem compromissos, cheias de acasos e sem esperança.

O homem busca a alegria. Todos nós queremos ser felizes. “Este desejo da alegria faz parte do coração humano, naturalmente aberto para receber”. De onde nasce essa alegria? “A fonte é Deus”, cuja “ação” produz uma vibração e uma onda de alegria que se espalha pelas gerações; “espalham para sempre”.

E sendo "fruto do Espírito" (Gl 5, 22, Rm 14, 17) se expressa na “paz do coração, na plenitude do significado, na capacidade de amar e ser amado e, acima de tudo, na esperança, sem a qual não pode haver alegria”.

 “A alegria cristã é interior não vem de fora, mas de dentro”. “Nasce do agir misterioso e presente de Deus no coração do homem”. A graça pode causar abundância de alegria até nos sofrimentos (cf. 2 Cor 7, 4).

“sem Deus, a vida é um dia que termina na noite; com Deus, é uma noite (às vezes uma "noite escura"), mas que termina no dia, e um dia sem acaso”.

20121210

Exorcismo, o que é? A Igreja faz?


O ato pelo qual um demônio é expulso de uma pessoa é chamado de "exorcismo", e continua a ser uma prática na Igreja Católica, hoje. A diocese de Milão recentemente dobrou o número de exorcistas e criar uma linha especial para as pessoas que precisam. É real possessão demoníaca? Sim, os demônios existem, e, embora seja raro, algumas vezes elas tomar "posse" do corpo de uma pessoa.

 Demônios são anjos caídos.  Eles foram originalmente criados bons por Deus, mas afastou-se de Deus pelo pecado: "A Igreja ensina que Satanás era um anjo bom, feito por Deus: O diabo e os outros demônios foram de fato criados naturalmente bons por Deus, mas tornaram-se mal por seu próprio querer. Esta "queda" consiste na escolha livre desses espíritos criados, que radical e irrevogavelmente rejeitaram Deus e o seu Reino. "(CIC 391-392)

 Os seres humanos estão sujeitos à influência desses maus espíritos de várias maneiras.  Devido ao pecado original, todos os seres humanos nascem em "cativeiro, sob o poder daquele que tem o império da morte, isto é, o Diabo" - Trento, Sessão 5, decreto sobre o pecado original, 1.  Quando uma pessoa é batizada, ele é salvo dessa subordinação.

 Mas a influência do demônio, como demonstrado na Escritura e na história da Igreja, pode ir ainda mais longe.  Um demônio pode atacar o corpo do homem de fora, chamado de 'obsessão', ou assumir o controle do mesmo a partir de dentro, chamado de "possessão".  

 Atividade demoníaca na Bíblia e na história da Igreja

 Há apenas um exemplo possível de possessão demoníaca no Antigo Testamento.  Em 1 Samuel 16,14 lemos: ". Agora, o Espírito do Senhor se retirou de Saul, e um espírito prejudicial do Senhor o atormentava" No Novo Testamento, no entanto, há inúmeros casos de possessão demoníaca.  Muitos exorcismos são registrados.

 De acordo com os relatos dos evangelhos, as vítimas foram, por vezes, privado da visão e da fala (Mateus 12,22), às vezes de falar sozinho (Mateus 9,32; Lucas 11.14), às vezes de maneiras aflitos claramente não especificados (Lucas 08:02), enquanto que, no maior número de casos, não existe qualquer menção de qualquer aflição corporais para além do próprio posse (Mt 4,24; 8,16; 15,22; Mc 1,32, 34, 39; 3,11; 7,25; Lc 4,41; 6,18; 7,21 e 8,2).

 Outros efeitos são descritos em outras passagens.  Uma passagem sobre um jovem que é possuída diz: "Sempre que se apodera dele, atira-o, e ele espuma e range os dentes e fica rígido. ... E, quando o espírito viu [Jesus], logo que convulsionou o menino, e ele caiu no chão e rolou, espumando pela boca. "(Marcos 9.18, 22).

 Os possuídos são, por vezes dotado de poderes sobre-humanos: "E, quando Jesus saiu do barco, um homem com um espírito imundo saiu do meio dos túmulos e foi a seu encontro. Ele viveu entre os túmulos e ninguém conseguia prendê-lo mais, não.. mesmo com uma cadeia, pois ele tinha sido muitas vezes preso com grilhões e correntes, mas ele arrancou as correntes à parte, e ele quebrou os grilhões em pedaços. Ninguém tinha a força para dominá-lo. "  (Marcos 5,2-4 – completada tradução cnbb )

 Algumas vítimas descritas nos Evangelhos são controladas por vários demônios (Mateus 12,43, 45, Marcos 16,9; Lucas 11,24-26), em um caso por tantos que seu nome era Legião (Marcos 5,9 e Lucas 8,30).

 No entanto, embora os espíritos sendo mal, eles não poderiam ajudar atestando a missão divina de Cristo: "E logo estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo.  E ele gritou: "Que tens a ver conosco, Jesus de Nazaré?  Você veio para nos destruir?  Eu sei quem você é: o Santo de Deus "(Mc 1,23-24; ver também Mateus 8,29; 3,12; 5,7, Lucas 4,34, 41; 8,28)..

 Na história da Igreja desde a ascensão de Cristo ao céu, os maus espíritos continuaram seus esforços para levar as pessoas para longe de Deus, e a Igreja tem continuado a travar uma batalha contra eles em nome de Cristo.  Esta batalha foi tão marcante na vida da Igreja, que, no século IV Santo Atanásio afirmou que o poder do sinal da cruz contra os demônios prova a verdade da fé cristã.  (Sobre a Encarnação, 31) As vidas dos santos de toda a história da Igreja frequentemente incluem guerra espiritual explícita.

 Exorcismo para Igreja:

 A Igreja ainda está em guerra contra os maus espíritos, o que às vezes inclui exorcismos: "Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a influência do maligno e subtraído a seu domínio, é chamado exorcismo. Jesus realizou exorcismos e é dELE que a Igreja recebeu o poder e o ofício de exorcizar.  De uma forma simples, o exorcismo é realizado durante a celebração do Batismo.  O exorcismo solene, chamado "exorcismo maior," só pode ser realizado por um sacerdote, com a permissão do bispo.  O sacerdote deve proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja.  Exorcismo é dirigida à expulsão de demônios ou a libertação da possessão demoníaca pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja.  Doença especialmente psicológica, é uma questão muito diferente, tratar esta é a preocupação da ciência médica.  Portanto, antes de um exorcismo é realizado, é importante certificar-se de que se está lidando com a presença do maligno, e não uma doença. "(CIC 1673)

 A Igreja nos lembra que Satanás, embora poderoso, ainda é, uma criatura: "O poder de Satanás é, no entanto, não é infinito.  Ele é apenas uma criatura, poderosa pelo fato de que ele é puro espírito, mas ainda assim uma criatura.  Ele não pode impedir a edificação do Reino de Deus.  Na verdade, "a vitória sobre o" príncipe deste mundo "foi ganho uma vez por todas, na Hora em que Jesus se entregou livremente à morte para nos dar sua vida.  Este é o julgamento deste mundo, e o príncipe deste mundo é "lançado fora." (Jo 14,30, João 12,31, Apocalipse 12,10)

 Fontes: (Aletéia/O'Donnell), Catecismo da Igreja Católica (CIC), Concílio de Trento (Trento).

20121120

Geração “Y”, você faz parte dela?

No período pós-ditadura vivemos o que os filósofos chamam de GERAÇÂO “Y”. Segundo eles essa geração criou, devido à situação ditatorial, a liberdade sem responsabilidade. Foi à geração do “politicamente correto” e da neutralidade moral.

 Entre tantos os problemas que trouxe essa geração Está o elogio.

 Os únicos elogios que restaram para o mundo são: “VOCÊ ESTA LINDA (O)”, “VOCÊ É LINDO (A)”, “VOCÊ ESTA MUITO BONITA (O)”, “VOCÊ É UMA GATA (O)”...

 Se pensarmos bem, não vemos muitos elogios disponíveis como:

 
- Você é uma pessoa sincera.

- Você é uma pessoa muito honesta.

- Você é uma pessoa verdadeira.

- Você é uma pessoa bondosa.

- Obrigado pela sua fidelidade.

- Você tem bom coração.

- ...

 A sinceridade passou, a honestidade se foi, a verdade morreu, a bondade partiu, a fidelidade não resistiu e o coração se feriu. E a beleza ganhou seu pedestal, misturou-se com a sensualidade e o culto ao corpo. O corpo ganhou formas, ganhou imagens, se perfurou o corpo. Mas o coraçãocontinuou com aquele velho vazio existencial.
 
 

Se olharmos para um CD, veremos uma peça redonda de acrílico com um buraco no meio onde entram as engrenagens para que ele possa rodar na velocidade certa possibilitando a leitura. E assim reproduzir uma música ou um vídeo, ou dados...

 Nosso coração não é de acrílico, mas possui um buraco no meio onde só Deus tem a engrenagem certa a qual pode reproduzir em nós felicidade e paz verdadeira.

20121112

O quanto Jesus ti ama?



Sempre procurei nos evangelhos Jesus dizendo palavras, como: “Eu ti amo”, “amor!!!”, “eu amo muito você”. Raras vezes Marcos, Lucas, Mateus e João mencionam algo parecido. São raras as frases nos Evangelhos neste sentido, o que mais fala é João que se designa discípulo amado. Outro momento é quando se refere à amizade de Jesus e Lázaro.
Esta é apenas uma reflexão que fiz ao longo da minha vida como católico sempre ouvindo sobre amor fraterno ou alguém que dizia: Jesus ti ama!! Ou, eu amo muito você. Pensar assim parece absurdo, afinal Jesus ama ou não???
Parece absurdo? Mas Jesus não diz para nós EU TI AMO!!!!!  E ao contrário disto ouvir Jesus dizer no inicio dos Evangelhos: “Convertei-vos porque o fim está próximo”. Mais lá para frente irá dizer: “Se quer me seguir toma tua cruz e me siga” Pode parecer contradição.
Isto me fez olhar para Jesus, para a pessoa de Jesus. E não só para os Evangelhos, não para o que eLE dizia... Jesus foi o homem obediente a Deus em todos os aspectos, Jesus não pecou. Isto quer dizer que a principal escola dos discípulos foi o contato, o aprender com seus atos e gestos, aqui não descarto o que Jesus disse. O conviver foi uma escola, uma Evangelização com o próprio Deus.
Aquele que convivia descobria o quanto Jesus amava os seus sem nunca ter se declarado. ELE não precisava dizer, fazia-se uma experiência com o próprio AMOR.
Um dos caminhos da compreensão do amor de Jesus, penso eu, é olhar para Adão: Adão o primeiro homem e sua esposa Eva nos deixaram como “herança” um ser caído, o homem nascido do pecado e na plenitude do tempo Deus enviou seu único filho para salvar a humanidade caída. Rejeitado, morreu na morte mais cruel que existia, a morte de cruz. Não homens, mas o pecado dos homens matou o Filho de Deus. E Jesus ressuscitou mostrando que o pecado não tem a última palavra, ele venceu o pecado e a morte por amor a nós.
O amor de Jesus é mais bem compreendido por aqueles que começam a viver como eLE viveu.
 

20121021

Pe. Léo, eterno.


Tarcísio Gonçalves Pereira – mais conhecido como padre Léo –, nasceu no dia 9 de outubro de 1961, em Delfim Moreira (MG).

Filho de Joaquim Mendes e Maria Nazaré. Veio de uma família simples e, ainda criança, manifestou o desejo de ser sacerdote. Entrou para a Renovação Carismática Católica (RCC) em 1973. Durante o processo formativo em sua vida tornou-se músico, cantor, compositor, apresentador, pregador e escritor. Aos 12 de outubro de 1995, fundou a Comunidade Bethânia, que, hoje, conta com 05 casas espalhadas pelo Brasil, cuja missão é restaurar jovens dependentes químicos, portadores de HIV e marginalizados em geral.

Essa missão começou quando padre Léo, atendendo jovens que, sendo usuários de drogas, o procuravam nas dependências do Colégio São Luiz na cidade de Brusque/SC, fizeram-no pensar numa forma de ajudá-los de uma forma direta e concreta. Do atendimento a esses jovens, ante o desejo de ajudá-los de forma mais completa e específica, nasceu o carisma de Bethânia. Irreverente e profundo em suas pregações, atraía milhares de pessoas em todos os encontros que promovia. Grande conhecedor da Palavra de Deus, com facilidade e maestria conduzia a quem o escutava a um íntimo e profundo encontro com Deus.

Escreveu vários livros pela Editora Canção Nova, bem como pela Editora Loyola. Seu livro, lançado no ‘Hosana Brasil 2006’ na Comunidade Canção Nova, intitula-se “Buscai as Coisas do Alto”,escrito durante o tratamento, período em que se submetia a sessões de radioterapia e quimioterapia, revela a profundidade de quem soube – mesmo na dor – experimentar o toque e o carinho de Deus. Sempre com bom humor e entusiasmo pela vida, Pe. Léo começou o tratamento contra o câncer em abril de 2006 e, mesmo debilitado, esteve presente no ‘Hosana Brasil 2006’ em dezembro, visivelmente abatido pelo longo tratamento, fez uma surpreendente pregação marcando profundamente a vida de todos os presentes.
Incansável evangelizador fez de sua vida uma missão em prol daqueles que Deus colocou em seu caminho. Seus inúmeros filhos e filhas, espalhados pelo Brasil e pelo mundo, puderam, através de seu testemunho e vida, aprender que vale a pena viver uma vida para Deus.

Padre Léo diz de si mesmo:

“Sou um sujeito que desde criança quis ser padre; e muito pobre, tentei ir para o seminário, mas não fui aceito. Então fui trabalhar até conseguir ter roupas suficientes, fazer meu enxoval. Fui para o seminário com 21 anos. Tinha namorada, fui noivo, e descobri a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, que é o que eu tento viver: Quero ser um homem do Coração de Jesus. Vivo no meio de jovens drogados, prostituídos, aidéticos. Tento ser um deles e eles me ensinam muito.”
Fonte: (Comunidade bethânia)

20121001

Nova ordem mundial, o que é?


Poucos católicos tem conhecimento dessa nova consciência que está em andamento no mundo. A nova ordem mundial é uma tentativa de mudança da mentalidade humana de dentro para fora. Nós cristãos, possuímos um mesmo movimento de construção interior e por isto, tudo leva a crer que esta nova ordem possui vasto conhecimento religioso.
A grande diferença esta na construção de valores morais, a nova ordem mundial tenta dar respostas práticas a ética e a moral, para isto relativiza o sagrado. A lei de Deus, por exemplo: deve ser visto como algo opressor.  Em busca da verdadeira liberdade o homem deve abraçar novos valores como solidariedade, igualdade, fraternidade e justiça, dizer não a descriminalização, ser politicamente correto.
A nova ordem mundial é algo novo? Não. Existem relatos bíblicos como a Torre de Babel, entre outros momentos onde o “Povo de Deus” estava sob o poder de autoridades supremas e idolatras daquela época. Deus veio e libertou o seu povo, enviou profetas e possibilitava sempre uma nova aliança.
A nova ordem mundial é promovida por grandes fundações do mundo, em especial os grandes banqueiros europeus e com apoio da maçonaria. Ela tem grandes órgãos como a ONU em suas mãos e com isto influenciam e impõe suas normas. Normas esta, de um pequeno grupo e bem seleto.
Desde quando nasceu à maçonaria é inimiga da Igreja Católica: No filme a Cristiada vemos a luta dos católicos pela liberdade contra um governo maçon, que destruiu templos, matou padres e freiras e muitos leigos que se diziam cristãos. http://www.youtube.com/watch?v=GS6zxHusgz0
Aliados a grandes banqueiros, os maçons buscaram outras maneiras de luta, para uma doutrinação mundial: Eles formaram professores, teólogos, matemáticos, filósofos e penetraram em todas as repartições da sociedade. Nas faculdades distorceram a inquisição, na teologia criaram teses contra a igreja católica a fim de desmoraliza-la, formaram padres e freiras em escolas católicas para que a ordenação pudesse ser válida, na filosofia criaram meios de manipulação das grandes massas... Na mídia incentivaram e patrocinaram literaturas que viessem de encontro com sua doutrina.
Um grande exemplo é a chamada “Civilização do amor”: Lendo uma matéria de um jornalista leigo sobre o assunto, me chamou a atenção onde ele afirmava que a grande ideia dos organizadores da nova ordem mundial foi à linguagem do amor. Ele afirma que muitos países os casamentos eram arranjados e isto foi mudado para o casamento por amor por influencia da manipulação das massas. O amor é à base de todos os relacionamentos e é o combustível para vida: Se casa com amor, se trabalha com amor, se come com amor...
Então jornalistas e a mídia engajada na militância maçônica começaram a ridicularizar o que era tido como normal para implantar a civilização do amor.  Um grande exemplo é a novela Gabriela, na sua época ridicularizou o casamento da época implantando a lei do amor. A tentativa da lei do amor era que os casamentos por amor fossem válidos nas consciências da população. Poderia então homem casar com homem, mulher casar com mulher dês de que tivesse entre eles amor.
Com vasto conhecimento a Igreja Católica através de matérias, notas, encíclicas, homilias vem tentando formar o seus fies dentro da lei de Deus e da riqueza doutrinal formulada longo de 2000 anos: Explicações sobre o amor, a posição da Igreja diante da família, a Igreja mostra que não abre mão da lei de Deus e da sua doutrina. Sempre mostrando não existir outros caminhos.

20120916

Investida da maçonaria na Igreja católica.


Pode parecer estranho imaginar como outra “religião” consegue infiltrar seus dogmas e princípios dentro de uma religião estabelecida e com um magistério formado durante anos. São dois mil para formar um ensinamento, muitos estudos, debates e séculos  para aprovar algo como digno de fé. É como com o passar dos tempos os povos fossem construindo e aperfeiçoando aos poucos um monumento e vem alguém e diz: devemos destruir e construir algo moderno.
Penso eu, que a entrada dessa tentativa de maçonizar a Igreja Católica foi pelo lado social, questões como os pobres e oprimidos.  A maçonaria usa um jargão: “Fraternidade, igualdade e justiça”. Ser fraterno e viver buscando a igualdade estão dentro do ensinamento cristão, a diferença está no cristão: o cristão vive a fraternidade e a igualdade que está em Cristo, os maçônicos seguem pensadores que vieram principalmente nos últimos séculos.
Neste ponto dá a aparência de possuirmos uma mensagem em comum, mais não é verdade. São as mesmas palavras com ponto de vista diferente. Nesta aparência de uma luta igualitária eles introduziram suas doutrinas e seus princípios onde padres e teólogos beberam o veneno Pensando que era água pura e limpa.
Por isso hoje temos padres com ódio do magistério da Igreja, acha opressivo ou lei imposta pela burguesia liberal. Temos teólogos panteístas, livros pagãos em livrarias católicas. Temos uma migração por falta da verdade de fé para outras religiões, inclusive evangélicas, que são correntes religiosas com princípios iluministas.
A solução para mim é amarmos cada vez mais a Cristo e a Igreja que ele deixou. Estudar seu magistério para não sermos enganados também. Se cristo deixou a Igreja e os apóstolos continuaram é porque ela é necessária. A Igreja não nasceu há quinhentos anos com um revolucionário que encontrou a salvação que Jesus escondeu, são dois mil anos de história e magistério.

20120906

Como conseguir um amor sincero?


Esta é uma pergunta intrigante que está na moda da consciência moderna. Acredito que a maiorias das pessoas querem um amor sincero. Acredito que ninguém gosta de traição e de falsidade. Hoje na sociedade existe uma anestesia sentimental: que amor é este que acha que ser falso é ser correto, dar um jeitinho ou omitir para não magoar?
De um falso romance que acaba não dando certo. Que nunca aprende, cai no mesmo problema. Parece uma roda gigante que volta ao mesmo ponto de partida com altos e baixos.
Deus está sempre próximo, mas parece distante - eu esquecido.  É Deus lembrado que “abandona”. Muitos se afastam de Deus, perdem sua fé. Ou apenas, Deus está tão distante que é incapaz de ouvir.

A vida segue um padrão: Quem é modesto, colhe fruto da modéstia.
“Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção”, Complexos de inferioridade, rejeição, depressão, solidão, sofrimentos diversos seriam frutos de quem semeou na carne.
O fruto da modéstia e do pudor é um amor sincero.
Em contra partida a moda atual valoriza a sensualidade e uma falsa liberdade. A sensualidade atrai adulações e bajulações, mas que porem cria um sentimento usual, descartável, sem compromisso, sem sinceridade, que acaba com um desprezo ou com uma traição. Gerando complexos e traumas.
Quem ama quer a modéstia para os outros, porque, a modéstia trás frutos bons. Quem falou que não tem jeito? Deus nos ensinou um projeto que gera vida e felicidade, precisamor abandonar os modismos.  

20120831

3 valores inegociáveis para a Igreja

Direito a vida:

“Hoje, a proibição de matar é frequentemente disfarçada com argumentos aparentemente humanos. Todavia, nem a EUTANÁSIA nem o ABORTO são soluções humanas. Por isso, a Igreja não tem qualquer dúvida relativamente a tais questões: quem participa num aborto, força alguém pratica-lo ou o aconselha a fazer é automaticamente excomungado, como no caso de qualquer outro atentado a vida. Quando uma pessoa psiquicamente doente comete suicídio, a responsabilidade por isso não raramente é limitada; muito frequentemente é a te reduzida”.

“Cada ser humano têm, desde o primeiro instante, no seio materno , uma dignidade intocável, porque desde toda eternidade Deus o desejou, amou e o criou, remiu e destinou para eternidade da salvação”.

Família:


“Definição: Um HOMEM e uma MULHER unidos em casamento forma com seus filhos uma família”.

“Quando Deus criou o homem, ele o fez à sua própria imagem, homem e mulher os criou, os abençoou e os chamou Adão ao criá-los” (Gênesis 5,1b-2)

A família é um projeto de Deus para humanidade. Ao criar o homem e a mulher, Deus instituiu a família humana e dotou-a de sua constituição fundamental. Deus criou o homem e a mulher não existiu a criação de um terceiro sexo.

Hoje com a filosofia do politicamente correto e com os “novos direitos humanos”. Criou-se uma ideia que existe um terceiro sexo, o que não é verdade. O que temos é uma tendência aos maus desejos – concupiscência – que nos leva a uma escravidão se não tentamos derrotá-lo com a graça de Deus e muita força de vontade.

Direito a educar os filhos:


O estado, hoje em dia, tomou uma atitude de super-herói. Esta tentando tomar o lugar dos pais e ainda criando uma consciência onde estes são completamente incapazes de educar seus filhos.

A educação dos filhos é muito mais que um direito, é um dever dos pais. A Igreja diz ser inegociável o direito dos pais educar seus filhos.

20120806

A Igreja condena o sexo?

Pleasure is a good: The Church does not condemn sexual pleasure, but recalls that one must learn to “enjoy” without making one's partner intO prazer é um bem: A Igreja não condena o prazer sexual. For many years, it has been repeated that the Church doesn't cease to develop repressive teachings on the body and sexuality. Por muitos anos, tem sido repetido que a Igreja não cessa de desenvolver ensinamentos repressivos sobre o corpo e a sexualidade. Nevertheless, in reality, the Church knows that sexuality is a gift of God. No entanto, na realidade, a Igreja sabe que a sexualidade é um dom de Deus. It is the will of God that man and woman unite in erotic and sexual pleasure. É a vontade de Deus que o homem e a mulher se unem em prazer erótico e sexual. "That is why a man leaves his father and mother and clings to his wife, and the two of them become one body" (Genesis 2:24). "É por isso que um homem deixa seu pai e mãe e se apega à sua mulher, e os dois serão uma só carne" (Gênesis 2:24). St. Paul in his letters exhorts us, "Glorify God in your body" (I Corinthians 6:20). São Paulo em suas cartas nos exorta: "Glorificai a Deus no vosso corpo" (I Coríntios 6:20). To enjoy the pleasure of the sexual act is good.

The sex act has been created by God to manifest the love and mutual gift of persons. O ato sexual foi criado por Deus para manifestar o dom do amor e recíproca das pessoas. The intimate union of the bodies is oriented to the full communion of persons, in their corporal and spiritual dimensions. A união íntima de corpos é orientada para a plena comunhão de pessoas, nas suas dimensões corporal e espiritual. The union of bodies signifies the union of hearts. A união dos corpos significa a união dos corações. Pleasure is at the service of this O prazer é a serviço dessa união. Through pleasure, spouses share and bond with each other ever more intimately in lAtravés do prazer, os esposos se enriquecem mutuamente na alegria e na afirmação.

Emphasizing the role of pleasure in the sexual act, in Love and Responsibility, John Paul II stressed the great challenge of enjoying sexual pleasure without treating the other as an object of pleasure. Enfatizando o papel do prazer no ato sexual, João Paulo II sublinhou o grande desafio de desfrutar o prazer sexual sem tratar o outro como um objeto de prazer. Thus, pleasure cannot be the first goal of sexuality. Assim, o prazer não pode ser o primeiro objetivo da sexualidade. If that were the case, there would be the risk of instrumentalizing one's partner, making him or her an object of pleasure, and disfiguring the nature of the meaning of the sex act, which is that of being a language of love and communion of persons, open to a new life. Se fosse esse o caso, haveria o risco de um parceiro instrumentalizar, fazendo-lhe um objeto de prazer, e desfigurando a natureza do significado do ato sexual, que é a de ser uma linguagem de amor e comunhão de pessoas, aberto a uma nova vida.

Man is not pure spirit. O homem não é puro espírito. He has a body, a sexualized body, with its instincts, passions, sensations and necessities. Ele tem um corpo, um corpo sexualizado, com seus instintos, paixões, sensações e necessidades. We experience in our being this bodily life. Nós experimentamos em nosso ser nesta vida corporal. It is expressed first of all in our basic necessities. É expressa em primeiro lugar nas nossas necessidades básicas. Like every animal, man has sensory capacities that help him to instinctively fulfill his vital needs of nourishment, hydration and reproduction. Como todo animal, o homem tem capacidades sensoriais que o ajudam a cumprir instintivamente suas necessidades vitais de hidratação, nutrição e reprodução.

But the human soul, in the sense of the "life principle," is not merely an animal soul. Mas a alma humana, no sentido de o "princípio da vida," não é apenas uma alma animal. It is spiritual. É espiritual. Man has internal faculties: a will and intelligence, by which he can perform free, conscious acts. O homem tem faculdades internas: uma vontade e inteligência, por que ele pode executar atos livres, conscientes.

In our lives, we experience this dual nature.Em nossas vidas, experimentamos esta dupla natureza.If there is a realm in which it is particularly difficult to harmonize the bodily and the spiritual natures, it is precisely in the realm of love and the use of our sexuality. Se há um reino em que é particularmente difícil de harmonizar o corpo e as naturezas espirituais, é precisamente no reino do amor e do uso de nossa sexualidade.

In the beginning, God created man and woman so that their mutual love would be on earth an "image of the absolute and unfailing love with which God loves man" (CCC, No. 1604). No princípio, Deus criou o homem e a mulher para que seu amor mútuo seria na terra uma "imagem do amor absoluto e indefectível com que Deus ama o homem" (Catecismo da Igreja Católica, n º 1604). But with sin, man rejected this plan of God's. Mas com o pecado, o homem rejeitou este plano de Deus. Because of original sin, the sexuality of man and woman became disordered. Por causa do pecado original, a sexualidade do homem e da mulher tornou-se desordenado. While sexuality in the beginning was a profound union in love, under the regime of sin it is "threatened by discord, a spirit of domination, infidelity, jealousy" (CCC, No. 1606). Embora a sexualidade no início era uma profunda união no amor, sob o regime do pecado é "ameaçada pela discórdia, o espírito de dominação, a infidelidade ciúme" (Catecismo da Igreja Católica, n º 1606). Our bodies, and our relationship with our bodies, are wounded. Nossos corpos e nosso relacionamento com nossos corpos estão feridos. It is difficult to accept our bodies; at the very heart of sexuality, we seek to dominate the other, control and seduce. É difícil aceitar nossos corpos; no coração da sexualidade, procuramos dominar o controle, outro e seduzir. Instead of being a place of openness to life and the very heart of interpersonal communion, sexuality becomes a space of suffering and domination. Em vez de ser um lugar de abertura à vida e no coração da comunhão interpessoal, a sexualidade torna-se um espaço de sofrimento e de dominação.

On one hand, we want to love with our whole being; we perceive that our happiness is rooted in disinterested love and the gift of ourselves. Por um lado, queremos amar com todo o nosso ser; percebemos que nossa felicidade está enraizada no amor desinteressado e no dom de nós mesmos. On the other hand, our carnal instincts overcome us and drive us to acts that do not always signify a responsible and faithful love. Por outro lado, os nossos instintos carnais superar-nos e nos levam a atos que nem sempre significam um amor responsável e fiel.

The Church is aware of this great battle that we experience in the sexual realm. A Igreja está consciente dessa grande batalha que vivemos no reino sexual. She tries to support the faithful in a unified living of sexuality, that is, one in which the union of bodies expresses and strengthens the union of hearts. Ela tenta apoiar os fiéis em uma vida unificada da sexualidade, isto é, aquele em que a união dos corpos expressa e fortalece a união dos corações. Without condemning us when we fall and fail, she reminds us of man's vocation. Sem condenar-nos quando caímos e não, ela nos lembra da vocação do homem. We are created to love as God loves! Fomos criados para amar como Deus ama!

The Church ever reminds us of the hope of salvation in Jesus Christ. A Igreja sempre nos lembra da esperança da salvação em Jesus Cristo. Christ became incarnate, taking our flesh. Cristo se encarnou, tomando a nossa carne. Through his grace, he calls us to live the very love of God in our sexuality in a manner that is completely new. Através de sua graça, ele nos chama a viver o amor de Deus em nossa sexualidade de uma maneira que é completamente nova.

To live a sexuality that is truly human, the Church proposes the support of the sacrament of matrimony, a promise made before God that allows us to live our sexuality as a true gift of persons. Para viver uma sexualidade que é verdadeiramente humana, a Igreja propõe o apoio do sacramento do matrimônio, uma promessa feita diante de Deus que nos permite viver a nossa sexualidade como um verdadeiro dom.
(Base: Aleteia.org)

20120714

O que é o amor?

Esta é a pergunta com muitas respostas e poucos sabem o que é.  Existem muitas teses, teorias e princípios de respostas. Mas a final: o que é o amor?

Muitas vezes, gastamos a vida inteira procurando o amor, procurando alguém ou algo que nos “preencha”, que nos faça sentir-nos amados, valorizados e aceitos. Estamos muitas vezes procurando em todos os lugares errados. E tentamos que os outros preencham esta profunda necessidade em nós, mas eles só podem preenchê-la parcialmente, porque todos nós somos seres humanos limitados.

O amor tem a ver com a entrega da pessoa – que é exatamente o contrário do que o mundo diz. Todos nós sabemos isso de forma intuitiva, mas, ao mesmo tempo, não o vivemos.

Quando as pessoas têm fome, elas não reparam no que estão comendo, comem qualquer coisa. A Madre Teresa costumava dizer que as pessoas na Índia estão tão famintas, que vão procurar excremento de cachorro para comer, para tentar preencher o vazio. Hoje os jovens, estão tão famintos de amor, que tentam preencher seu vazio com todas essas coisas, que são falsificações, lixo, que não saciam.

Mas afinal o que é amor?

Amar é uma “experiência” que começa por amar a Deus, deixando que Ele também nos ame. Estamos muitas vezes procurando em lugares errados. O único que pode preencher a mais profunda necessidade do nosso coração é Deus, que está muito além do que é finito, pois Ele é infinito. Ele pode nos satisfazer, uma e outra vez, tão plenamente, com o seu amor, que então sobreabundamos do seu amor e podemos levá-lo a outra pessoa. Parte do nosso problema é também que não compreendemos quem é Deus e, por conseguinte, nem o que é o amor. “Pensamos em Deus como em um grande ogro no céu. Não dizemos isso, mas pensamos.”

Muita gente pensa que Deus os persegue ou que espera que falhem para poder castigá-los ou fazê-los sofrer. Mas Deus não é assim: Deus faz tudo o que pode para nos salvar, para nos amar, e não pode fazer mais do que já fez. Então, quando chegamos a conhecer isso, nós nos tornamos instrumentos de amor pelos outros.

Aprender a amar não é fácil, nem é algo no qual a pessoa pode se tornar especialista com rapidez. Outra ideia falsa sobre a vida em geral é que as pessoas pensam que é suficiente fazer o que é correto, isso não é suficiente, especialmente para um cristão. Você pode ser ateu e fazer o correto, mas isso não fará de você um cristão. Por isso, temos boas pessoas que fazem coisas e que vão à igreja aos domingos, mas não são diferentes dos ateus. Elas se conformam com fazer coisas, cumprir os mandamentos, isso é bom, mas não é relação. O que interessa é amar, ter a experiência do amor e dar amor.

Amor é:
A oração é o primeiro passo para ser uma pessoa que ama. Mas não se trata somente de recitar orações decoradas na infância, e sim da “oração que é estar na presença de Deus”. E uma boa maneira de rezar é dedicar cinco minutos por dia e começar com um 'sinto muito', desfazendo-se das coisas que nos separam d'Ele. A oração tem o poder de nos deixar a sós com DEUS.

Se abandonar n'Ele, porque amar significa abandonar-se. 'Eu me entrego a Ti.' Isso é amor.”

Em terceiro lugar, você só precisa fechar os olhos e pedir ao Deus do universo que o sustente. Então, durante três ou cinco minutos, sente-se no colo de Deus e encoste a cabeça no seu peito, como João evangelista fez na Última Ceia, e escute as batidas do seu coração. E cada vez que seu coração bater, escute como o Deus do universo diz “eu te amo”, “eu te amo”, “eu te amo”, “eu te amo”...

Uma vez que você faz a experiência do verdadeiro amor, então Você pode ser verdadeiro amor no mundo.

O amor se caracteriza por atos sem interesses, porque, é assim que Deus nos ama. O amor começa com amar a Deus, e deixando-nos ser amados por ELE.



O Pe. Larry Richards sacerdote da diocese de Erie (Aleteia.org)

20120625

Iluminatts, filhos de Lutero?

 No século XVI a Bíblia era fonte de toda verdade estabelecida e a Igreja Católica era tida como a detentora dessa verdade. Este conceito começou a mudar quando começaram os grandes descobrimentos marítimos, estes começou a mostrar que o planeta terra era muito mais complexo do que a interpretação dada pela Igreja.

Houve, também, homens que começaram esta revolução contra a Igreja e um dos principais impulsionadores deste movimento,  foi Lutero. Lutero mostrou-se contra a Igreja católica , sua autoridade e doutrina, pregou o livre exame da Bíblia. Logo em seguida René Descartes criava sua filosofia: “se penso logo existo” e  Kant dizia:

“O Iluminismo é a evasão do estado de menoridade que o homem costuma atribuir a si próprio”. Menoridade é a incapacidade de servir-se do próprio intelecto sem o guia de nutrem. A cada um é atribuível essa menoridade, se a causa não for um defeito do intelecto, mas a falta de decisão e coragem para servir-se dele como guia. 'Savere aude (ouse saber)! Tenha a coragem de servir-se do seu Próprio intelecto”.

Se compararmos tal filosofias veremos a similaridade: Lutero pregava o livre exame da Bíblia, Kant defendia que através do uso do intelecto se chegava ao conhecimento, aqui se trata, então, de pai – Lutero - e filho-Kant.  Ambos diziam que através do próprio intelecto se chegava ao conhecimento da verdade, somente os meios para estimular o intelecto eram diferentes. Todos dois pregavam contra toda autoridade e poder, o poder, aqui no caso, era o da Igreja. O catolicismo era para ambos “ópio do povo”.

Tanto o iluminismo religioso e o filosófico eram militantes da mesma luta: Lutavam contra a Igreja Católica e contra todo poder e autoridade, ambos os movimentos tinha a intenção de tirar o poder da Igreja e colocar nas mãos dos homens.

Neste tempo surgiu os iluminados. Illuminati da Baviera, uma sociedade secreta fundada por Adam Weishaupt em 1 de maio de 1776:

*Um movimento de curta duração de republicanos livre-pensadores, o ramo mais radical do Iluminismo – a cujos seguidores foi atribuído o nome de Illuminati (mas que a si mesmos chamavam de “perfectibilistas” ou "perfeccionistas") – foi fundado pelo professor de lei canónica e jesuíta Adam Weishaupt e pelo barão protestante Adolph von Knigge, na cidade de Ingolstadt, Baviera, atual Alemanha. O grupo foi fundado com o nome de Antigos e Iluminados Profetas da Baviera, mas tem sido chamado de Ordem Illuminati, a Ordem dos Illuminati e os Illuminati bávaros.( Fonte:wikpedia)


O iluminismo foi um movimento intelectual, voltado para a busca da verdade pela razão sem a revelação, verdade em todos os campos do conhecimento, o religioso, o político, o econômico, o científico, o social e o filosófico”. Lutero ajudou a iniciar o ideal iluminista, ao defender a tese que todo o cristão tem o direito de ler a Bíblia e interpretá-la sem a tutela do Clero e do Papa.
Lutero fundou o protestantismo e Adam Weishaupt os iluminatts, ambos eram Padres católicos que não aceitavam a interpretação Bíblica da Igreja e do Papa. Pregavam descontinuidade da tradição apostólica e centralizavam o poder no individuo. Sim, Lutero foi um percussor do iluminismo que é base filosófica para a ordem iluminati.

(Fonte: qualquer livro de história que explicam como surgiu o iluminismo)

20120614

O indispensável amor de Deus.



“Deus não coloca uma nuvem sobre uma pecadora que vai a praia, Deus não fecha os olhos de um idólatra para que não contemple a beleza de sua criação. Deus ama a todos, seu amor não faz distinção de pessoas. Deus quer que todos se salvem, espera que respondamos pelo infinito amor que ELE tem por nós”.

20120522

Continuidade Eucarística.

Eucaristia hoje, sempre e eternamente.

“Pois eu recebi do Senhor o que vos transmiti: O Senhor, na noite em que era entregue, tomou o pão, dando graças o partiu, e disse: Isto é o meu corpo que se entrega por vós. Fazei isto em memória de mim. Da mesma forma, depois de cear, tomou a taça e disse: esta é a taça da nova aliança selada com meu sangue. Fazei isto cada vez que a bebeis, em memória de mim. De fato, sempre que comeis deste pão e bebeis esta taça, anunciais a morte do Senhor, até que volte. Portanto, quem comer o pão e beber a taça do Senhor indignamente, é réu do corpo e do sangue do Senhor. Por conseguinte, que cada um examine antes de comer o pão e beber da taça. Pois quem não reconhece o corpo (do Senhor), come e bebe a própria condenação”. (1Corintios 11,23-29)


1- Reúna-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer após ter confessado seus pecados, para que o sacrifício seja puro.

3- Esse é o sacrifício do qual o Senhor disse: Em todo lugar e em todo tempo, seja oferecido um sacrifício puro porque sou um grande rei “diz o Senhor” e o meu nome é admirável entre as nações. (Didaqué/aproximadamente anos 100dc)

– Quem está consciente de pecado grave não celebre a Missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer antes a confissão sacramental, a não ser que exista causa grave e não haja oportunidade para se confessar; nesse caso, porém, lembre-se que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes. (Atual Código de direito canônico; Cân. 916 ).



20120514

Hermenêutica da descontinuidade, o que é?

"Hermenêutica" provém do verbo grego "hermēneuein" e significa "declarar", "anunciar", "interpretar", "esclarecer" e, por último, "traduzir".

Hermenêutica é um ramo da filosofia e estuda a teoria da interpretação, que pode referir-se tanto à arte da interpretação, ou a teoria e treino de interpretação. A hermenêutica tradicional - que inclui hermenêutica Bíblica - se refere ao estudo da interpretação de textos escritos, especialmente nas áreas de literatura, religião e direito. A hermenêutica moderna, ou contemporânea, engloba não somente textos escritos, mas também tudo que há no processo interpretativo. Isso inclui formas verbais e não-verbais de comunicação, assim como aspectos que afetam a comunicação, como preposições, pressupostos, o significado e a filosofia da linguagem, e a semiótica. (wikipédia)

“Depois do Concílio, a Igreja se empenhou na assimilação e na aplicação do seu rico ensinamento, em continuidade com toda a Tradição, sob a guia seguro do Magistério” (Porta fidei).

Depois do concilio vaticano II correntes teológicas criaram uma interpretação bíblica que rompe com a tradição e o magistério da Igreja católica. Podemos dizer que dizem ser católico algo que não é e ainda tentam destruir toda a riqueza da Igreja adquirida durante seus dois mil anos de existência. Isto se dá na maneira de interpretar os textos bíblicos (hermenêutica).

Quem vai numa Missa e se depara com a liturgia, não percebe que ali por trás existe um teólogo que está dando descontinuidade a Igreja Católica e ainda está o jogando contra a própria. Ali está alguém que na sua pregação está te propondo um protestantismo e te jogando contra a riqueza e experiência da tradição e do magistério.

A Igreja Católica vem travando várias lutas para erradicar este modo de interpretar e nós leigos precisamos ajudar a Igreja nesse momento em que ela está sendo atacada por dentro.


Exemplo de hermenêutica da descontinuidade:
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20120506

O ladrão de sonhos.

Na paróquia onde participava existia um trabalho social de reforço escolar, onde fui voluntário para ajudar a monitora durante sete anos.  Não participava todos os dias devido ao meu trabalho, mas sempre que eu podia, estava lá. Eram crianças de sete aos dez anos, devido às normas o trabalho era realizado com crianças carentes e com dificuldade de aprendizado da primeira série.
Mas o que importa neste momento é a idade daquelas crianças, eram crianças entre sete e dez anos que tinham sonhos na vida. A maioria delas quando perguntávamos, diziam: eu quero ser professora. Outra, dizia: Eu quero ser advogada. Outra, dizia: eu quero ser veterinária, cuidar de animaizinhos. Era quase unânime: quero casar, ter filhos, ter uma casa... Aqueles sonhos só podia ser Deus depositando no coração daquelas crianças direções e mostrando o seu projeto de vida.
A maioria dos jovens, hoje, perdeu os principais sonhos da vida, muitos têm medo de ter uma família, têm medo de educar os filhos. Muitos tiveram filhos precocemente, muitos têm uniões livres e sem segurança, deixaram de estudar e vivem numa vida em busca de uma novidade, muitos viciados em drogas, muitos vive um desrespeito aos pais...
Podemos escrever uma postagem inteira de desvios dos jovens modernos, mas não é foco do que estou escrevendo, o foco é a pergunta: Cadê os sonhos de crianças, o projeto de Deus.
Ficou para trás, o que existe hoje é a dura realidade da vida e a dura realidade de uma vida sem regras. A facilidade da vida moderna está confrontando com as dificuldades de se viver projetos. Acontece o eclipse de Deus, de tanto se envolver com o erro o projeto de Deus se tornou algo opressor e moralista.
O mundo de hoje é uma proposta de pobreza e de desonestidade: se o jovem não perde baladas, festas para estudar, não passa num bom concurso. Fica dependendo de um apadrinhamento e suas consequencias, ou de um emprego que está abaixo do seu estudo. Muitos que não conseguem um bom emprego ou tem facilidades, partem para a desonestidade, para o roubo ou para a corrupção.
"O maligno tem muitas armas para roubar nossos sonhos".

A causa e direcionamento da Igreja:
A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, na unidade do seu corpo e da sua alma. Diz respeito particularmente à afetividade, à capacidade de amar e de procriar, e, de um modo mais geral, à aptidão para criar laços de comunhão com outrem.
A castidade significa a integração conseguida da sexualidade na pessoa, e daí a unidade interior do homem no seu ser corporal e espiritual. A sexualidade, na qual se exprime a pertença do homem ao mundo corporal e biológico, torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no dom mútuo total e temporalmente ilimitado, do homem e da mulher
A pessoa casta mantém a integridade das forças de vida e de amor em si depositadas. Esta integridade garante a unidade da pessoa e opõe-se a qualquer comportamento susceptível de a ofender. Não tolera nem a duplicidade da vida, nem a da linguagem.

A castidade implica uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o homem comanda as suas paixões e alcança a paz, ou se deixa dominar por elas e torna-se infeliz. «A dignidade do homem exige que ele proceda segundo uma opção consciente e livre, isto é, movido e determinado por uma convicção pessoal e não sob a pressão de um cego impulso interior ou da mera coação externa.

O homem atinge esta dignidade quando, libertando-se de toda a escravidão das paixões, prossegue o seu fim na livre escolha do bem e se procura de modo eficaz e com diligente iniciativa os meios adequados.

Aquele que quiser permanecer fiel às promessas do seu Batismo e resistir às tentações, terá o cuidado de procurar os meios: o conhecimento de si, a prática duma ascese adaptada às situações em que se encontra a obediência aos mandamentos divinos, a prática das virtudes morais e a fidelidade à oração. «A continência, na verdade, recolhe-nos e reconduz-nos àquela unidade que tínhamos perdido, dispersando-nos na multiplicidade».

A virtude da castidade gira na órbita da virtude cardial da temperança, a qual visa impregnar de razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana.

O domínio de si é uma obra de grande fôlego. Nunca poderá considerar-se total e definitivamente adquirido. Implica um esforço constantemente retomado, em todas as idades da vida; mas o esforço requerido pode ser mais intenso em certas épocas, como quando se forma a personalidade, durante a infância e a adolescência.

A castidade conhece leis de crescimento e passa por fases marcadas pela imperfeição, muitas vezes até pelo pecado. O homem virtuoso e casto «constrói-se dia a dia com as suas numerosas decisões livres. Por isso, conhece, ama e cumpre o bem moral segundo fases de crescimento».

20120422

Pequena resposta a um protestante.

Aqui estão as 95 objeções de Lutero e não teses, leia atentamente. Veja que ele chama Maria de Mãe de Deus, veja que ele era a favor das indulgêngias e do Papa, mas era contra a forma que as indulgências estavam sendo pregadas. Para ele a igreja, naquele momento, esquecera o Evangelho de Cristo e precisava mudar para as suas objeções, Lutero em nenhum momento nega a Igreja... Bem, descubra como é diferente o que te ensinam sobre Lutero, hoje em dia:

*Lutero declara que Pedro foi o primeiro Papa: objeção 77
*Maria Mãe de Deus: objeção 75
*Respeito aos santos: objeção 59
*...


...Debate para o esclarecimento do valor das indulgências Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.


1.Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
4. Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
6. O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.
7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
. Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor.
15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
17. Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor.
18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.
20. Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
27. Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.
30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.
34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
35. Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais.
36. Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.
37. Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
38. Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.
39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição.
40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.
41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.
42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.
44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
48. Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar.
49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas. 51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
53. São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
55. A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
56. Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro.
61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente.
62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63. Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.
64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros.
65. Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens. 67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.
68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz.
69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa.
71. Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade.
75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.
77. A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa.
78. Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc., como está escrito em 1 Co 12.
79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo.
80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo.
81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos.
82. Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante? 83. Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
84. Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito?
85. Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de fato e por desuso já há muito revogados e mortos - ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
86. Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?
87. Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária?
88. Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92. Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: "Paz, paz!" sem que haja paz!
93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz!
94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno;
95. e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.


Como sabemos quando a Igreja rejeitou suas objeções lutero iniciou o protestantismo e uma vez protestante, ensinava Lutero: "Que mal pode causar se um homem diz uma boa e grossa mentira por uma causa meritória e para o bem da Igreja (luterana)." (Grisar, Hartmann, S.J., Martin Luther, His life & work, The Newman Press, 1960- pág 522).

O teólogo e humanista Erasmo de Rotterdam (1467-1536), amigo contemporâneo de Lutero, assim chegou a se expressar diante da vil conduta do pai do protestantismo: "Revelarei a todos que mestre insigne és em falsificar, exagerar, maldizer e caluniar. Mas já toda gente o sabe... Na tua astúcia sabes torcer a própria retidão, desde que o teu interesse o requeira. Conheces a arte de mudar o branco em preto e de fazer das trevas luz". (Grisar, Luther, II, 452 e ss, apud Franca, IRC: 200, nota 96)(Fitzer Gottfried, Was Luther wirklich sagte, Verlag Fritz Molden, Wien-Munchen-Zurique, 1968)


 “O vosso pai é o diabo, e quereis cumprir os desejos do vosso pai. Ele era assassino desdo comerço e não se manteve na verdade. Quando ele fala mentira, fala proprio o que é dele, pois ele é mentiroso é o pai da mentira” (João 8,44)