Conservador? Talvez de coisas boas. Falo se referindo aos dias de hoje: “Ficante”, “pegação”... Ficar é ficar sem compromisso, sem responsabilidade; pegar é pegar alguém muito desejado, alguém já querido. Quando o ser em questão é belo e preenche o ego, se diz: já pequei. E quando não foi tão bom, fiquei. Neste caso pegar é um ato mais, assim, eu diria, talvez um elogio maior do que ficar? Estranho, muito mais estranho é o novo adjetivo chamado solteirismo. Engraçado, nem o computador reconhece estas palavras.
E o que é solteirismo?
Solteirismo é o adjetivo criado para a grande demanda de pessoas com idade avançada e que estão sozinhos, mas não propriamente solteiros. Pode já ter sido casado, ou já ter contraído uma união livre e estável que não deu certo, pode ser, pais separados que vivem em baladas.
O projeto de Deus:
“Por isso, um homem abandona pai e mãe, junta-se à sua mulher, e se tornam uma só carne”. (Gênesis 2,24)
Ficar “sozinha” pode parecer uma solução, para tantos problemas trazido pela modernidade, é uma solução fácil para um problema tão difícil que é assumir responsabilidades e abandonos como fala o livro do Gênesis. É difícil para a mulher encontrar a pessoa certa, assim como é difícil para o homem. Mas todos querem casar, ter filhos... e fica o impasse com da vida boa de solteiro.
A modernidade criou pessoas que correm de responsabilidades, há uma critica aos outros, mas o próprio não percebe que comete o mesmo erro e até mesmo incentiva os erros dos outros. Como quem age corretamente e toma uma postura de superioridade, e vive uma espera de uma intervenção positiva do destino. Sem lutas, sem buscas, sem compromissos: -curto minha a vida, mas estou à procura de alguém pra vida inteira.
“Não se colhe figos de espinheiros”, quem semeia tomates colherá tomates. Quem já viu um pudim inteiro sabe que normalmente existe uma parte vazia no centro que quase sempre é preenchido pela cauda. Isto acontece devido à fôrma que providencia aquela forma. Nós temos no centro do nosso coração um vazio providenciado por Deus que somente nELE podemos preencher. Se semearmos a solteirice, colheremos carência. Não é a toa que hoje a doença do século se chama carência.
Mas o que acontece hoje não é novidade, existe no Evangelho uma pessoa que vivia a solteirice, e esta pessoa é a samaritana. Em um determinado momento Jesus falou para ela:
-Vai, chamar teu marido e volta aqui.
A mulher respondeu:
-Não tenho marido.
Diz-lhe Jesus:
-Tens razão em dizer que não tens marido, pois tivestes cinco homens, e tão pouco o de agora é teu marido, nisto disseste a verdade.
O tempo vai e o tempo vem e a solução é sempre a mesma.
Jesus lhe respondeu:
-Aquele que beber esta água voltará a ter sede; quem beber da água que eu lhe darei jamais terá sede, pois a água que eu lhe darei se transformará dentro dele um manancial que brota dando vida eterna.